Não, não se trata de um erro de digitação. Mochileiro com “M” maiúsculo, guerreiro, aventureiro (resumindo: desgranado) fica em hostel (albergue) e não em hotel. Mas não se engane! Albergue na Europa não é abrigo de homeless, tá? Tem alguns que são até melhores que alguns hotéis, mas, o nível de conforto é diretamente proporcional ao preço. Ou seja, maior comodidade significa maior preço também.
São várias as condicionantes que influenciam na hora de escolher um quarto. Se está de turma grande ou com pouca grana, vale a pena investir nos quartos coletivos, que costumam ter camas para 8, 12, 16 e até 32 pessoas. Quanto mais gente dividindo o quarto, mais barato. A desvantagem é que sempre tem aquele inconveniente que ronca alto, ou a turma que chega no meio da madrugada fazendo barulho ou acendendo a luz.
Se o grupo for pequeno, sempre vale dar uma olhadinha nos “private room”. Ficar num quarto só com pessoas amigas e com banheiro próprio (nem sempre o private room vem com banheiro. Observem isso na hora da reserva) não tem preço, não é mesmo? Ou melhor, tem sim e geralmente não é baratinho. Rsrsr!
Tudo depende da proposta da viagem e do que cada pessoa está disposta a enfrentar e a pagar.

Fique sempre atento às avaliações do ex-hóspedes
O meu site preferido para procurar hostel é o HostelWorld, seguido do Hostelbookers. Os dois tem uma interface bem prática e o mais importante: disponibilizam o “customer rating” logo de cara, ou seja, a avaliação dos clientes. Então, vamos ao nosso primeiro mandamento: não escolha hostel com menos de 65% de aprovação.
Mas, detalhe: além de ver a porcentagem, veja também o número de pessoas que avaliou. Tipo: se tiver 100% de aprovação e só um avaliador, não vale!
Não importa se o preço for bom, se as fotos parecem ser bonitinhas, se a maior parte dos clientes avaliou mal o local, passe direto, ignore, nem perca tempo pensando se vale à pena arriscar.
Depois, vamos às especificações de cada avaliação. Os albergues são avaliados segundo vários critérios: higiene, localização, segurança, tranquilidade, serviço, etc.
Os mais importantes, na minha opinião, são:
- Higiene (cleanliness): Ninguém merece ficar num local com o banheiro sujo, quarto com insetos, cozinha gosmenta.
- Localização (location): apesar de mais caros, albergues bem localizados significam mais economia no transporte, já que podemos visitar os principais pontos da cidade a pé. Hospedar-se, por exemplo, na zona 1 de Londres, ou no bairro Las Ramblas, em Barcelona, é possibilidade de conhecer a cidade andando e curtir o melhor da noite perto do próprio albergue.
- Segurança (security): Junto à localização é importante avaliar a segurança. Se o povo disser que é perigoso à noite, ou que qualquer estranho entra no hostel sem se identificar: esquece!
Outros detalhes que merecem observação:
Horários: alguns albergues, principalmente os cristãos, tem dead line pra abrir e fechar. Ou seja, se escolher esse tipo de albergue, saiba que se você não voltar ate o horário limite vai ter que passar a noite na rua. Por via das dúvidas sempre localize um McDonalds 24h por perto, just in case…
Café-da-manhã: às vezes, vale pagar um pouquinho a mais pra ter café-da-manhã disponível.
Documentação: a maioria dos hostels pede pra ficar com algum documento dos hóspedes. Entregue sua carteira de identidade, de motorista, mas evite deixar o seu passaporte.
Taxas: os albergues sempre cobram um adiantamento de 10% no ato da reserva e, caso você pague com cartão de crédito, tem mais uma taxinha. Fique atento a isso! Na hora de pesquisar o preço e pagar a taxa, veja em que moeda você está pagando (libra, euro, dólar…)
Comprovante: é sempre bom imprimir os comprovantes de reserva, principalmente em alta temporada, quando alguns hostels costumam praticar overbook. Alguns tem essa prática e não estão nem aí se você, mesmo com a reserva feita e os 10% pagos , fique sem quarto. Leia sempre os termos e as condições.
IMPORTANTE – Além de ver a porcentagem de avaliação de cada quesito, sempre leia os comentários dos ex-hóspedes. Alguns dias depois do seu check-out os sites costumam enviar por email um formulário de avaliação sobre os albergues.
Não deixe de preencher, de elogiar caso o hostel seja bom, ou de dizer eu é uma merda se for ruim. É graças a essa troca de experiências e da colaboração de cada um que essas redes de hostels são tão boas e que a gente pode ter certa idéia de onde vai amarrar o burro, ou melhor, a mochila, a cada nova viagem.








