Young Hearts Run Free

10 set

“Free” é uma das palavras do vocabulário inglês que possui significados um tanto abrangentes. Pode significar desde “liberdade” a “grátis”, duas coisas que têm tudo a ver com este post.

Na Europa, jovens até 25 anos podem desfrutar de descontos e vantagens em vários estabelecimentos comerciais e culturais, tais como museus, shows, cinemas, lanchonetes, etc.

Quando fiz meu intercâmbio, tirei o Jovem Card (também conhecido como European Youth Card), da ong EURO<26. Não são todos os lugares que aceitam o cartão, mas, vamos combinar que qualquer coisa que possa significar descontinhos em uma viagem é bem-vinda, não é mesmo?

Em certos lugares, nem cartão precisa. Basta mostrar algum documento que prove que você tem até 25 anos.

Também tirei o Hostelling International. Confesso que foi pouquíssimo usado, pois sempre acabávamos optando por albergues que não estavam na rede HI. Mas, como eu disse, qualquer desconto ajuda, então, não custar tirar.

No Reino Unido, é impossível não ter…

… o 16-25 Railcard!

Este eu recomendo de verdade; é obrigatório ter um!!! Graças a ele pude viajar bem mais pela malha ferroviária britânica pagando bem menos.

É um cartão que dá aos jovens de até 25 anos 1/3 de desconto nas passagens de trem, que são beeem salgadas (e não nos esqueçamos que estamos falando de libras)! Garanto que o cartão vai ser um diferencial importante.

E pra quem vai morar na Grande Londres ou pretende ir com frequência à cidade, é muito bom ter um Oyster Card, um cartão para ser usado no metrô. São várias as categorias do Oyster: visitantes, estudante, adulto, etc. É uma mão na roda também!

Agora, é só aproveitar a viagem sem deixar de saving your money. 🙂

P.S: Este post é dedicado à Aline, uma leitora do blog. Queria ter esrito antes dela  viajar para o intercâmbio na Inglaterra, mas, infelizmente, não deu. Aline, espero que ainda dê tempo de aproveitar essas dicas aqui. Boa sorte na sua busca por um luggage ao sol! 😀

Lugares Imperdíveis em Londres – Parte II

22 maio

Dando continuidade às dicas de lugares que são paradas obrigatórias na terra da rainha.

Seção “Avenidas, Ruas e Bairros famosos”

Abbey Road Rá, quem não quer pagar uma de Beatles, não é mesmo?

Oxford St.Rua da perdição! Lojas, lojas e mais lojas.

Picadilly Circus – O point dos casais de namorados. Tem uma escultura famosa do Cupido la. É bom ir ao anoitecer porque tem o neon signs “a la Times Square”. Converge várias ruas famosas de Londres.

Leicester Square A avenida que nunca pára. Os melhores cinemas, casas de espetáculos e teatros estão lá. Parada obrigatória para quem curte um bom musical.

Trafalgar SquareBem famosa também. É onde esta National Gallery e não longe dali o National Portrait Gallery.

Camden town – Costumo dizer que a pessoa mais normal que circulava por lá era a Amy Whinehouse. Mas vale a experiência antropológica.

Notting HillAh, o bairro é bem aquilo do filme, parece um mundo à parte da agitação de Londres. Lá se encontra o Portobello Market, que é um mercado super famoso de Londres.

SoHo – Pela manhã, mercados e restaurantes legais e lugares interessantes como a Chinatown londrina. À noite, uma quase Amsterdam. Discos freqüentados por ricos e famosos, casa de Peep Show e streaptease, pubs LGS e coisas afins. Uhuuu!

Lugares Imperdíveis em Londres

30 abr

Sempre que alguém que conheço viaja para Londres me pede dicas de lugares para conhecer. Segue uma primeira parcial das minhas indicações totalmente pessoal. Cada um tem sua lista, esta é a minha! Claaaaro que são sugestões de lugares imperdíveis pra gente com pouca grana. “Por causa de que gramur eu tenho, me falta-me a grana merrrmo” 🙂


Covent GardenO coração da West End. Um dos meus lugares preferidos em Londres. Funciona um mercado super movimentado lá. Vários artistas se apresentando, cafés e restôs interessantes e lojinhas carinhas e bonitinhas. Mas dá pra tomar um café e comer um muffin.

Catedral de Saint Paul –  Linda! E olha que não sou chegada em igrejas. Foi onde a Lady Di e o Charles casaram. Quase em frente tem a Millenium Bridge, que já dá de cara para o Tate Modern.

Tower of London – É um antigo forte romano construído às margens do Tâmisa. Já foi prisão e hoje guarda as jóias da tia Beth. Fica bem pertinho da London Bridge.

Abadia de Westminster – Considerada uma das mais importantes do Reino Unido; é onde está a tumba da Elizabeth I, Shakespeare, Darwin, Isaac Newton, etc, etc.

Parques reais são todos ótimos, mas o meu preferido é o St. James Park.


Seção” lugares que dispensam apresentações e se você não for não esteve em Londres”

Big Ben e Casas do Parlamento

Tower Bridge

London Eye

Palácio de Buckhingham


Seção “Museus di grátis”

Tate Modern

The British Museum

Natural History Museum

The Science Museum

National Gallery

National Portrait Gallery

PS.: Na London Eye costuma-se ter preços promocionais no combo London Eye + Madame Tussaud.

Um ano buscando um Luggage ao Sol

21 abr

O Luggage ao Sol completa este mês um ano (ehhhh) e o melhor presente que posso oferecer é a promessa de que vou me esforçar pra mantê-lo atualizado. O que é um grande presente, diga-se de passagem, pois tempo é o bem mais valioso que tenho neste momento (é, pobre é f… hahahah). Mas falando sério, a corrida pra concluir o mestrado no prazo tem sido pesada.

Mas, por outro lado, este blog foi uma grande surpresa também. Como já disse antes, foi ideia do meu orientador do mestrado que eu tivesse um já que iria pesquisar blogs. Confesso que fiz este meio a contragosto, achava que não precisava necessariamente ter um para entendê-los ou estudá-los. Claro, que estava bem enganada. Uma coisa é ser leitora de blogs, outra bem diferente é escrever blog.

Então, decidi fazer um em que pudesse compartilhar minha experiência em mochilões, intercâmbio e voluntariado no exterior. Algo que pudesse ajudar as pessoas interessadas nesses assuntos também. Digo que foi uma grande surpresa porque recebi o feedback de muitas pessoas, muito mais do que eu imaginava. E, mesmo neste período em que ficou desatualizado, via que ele continuava recebendo visitações, além de receber vários emails pedindo dicas de viagens e pedidos para voltar a atualizá-lo. E isto me deixou bem contente, daí a promessa de me esforçar para mantê-lo em ordem agora.

Começo essa “retomada” com uma entrevista que fiz por email com a Ana Paula Baldini, uma guria (sim, ela é gaúcha!) que conheci ano passado quando ela se preparava para o intercâmbio de trabalho voluntário pela Abic, tendo como destino a Inglaterra também. Confiram no post abaixo! 🙂

Entrevista – Ana Paula Baldini Reis

21 abr

A Ana Paula está desde agosto de 2009 na Inglaterra, no programa de trabalho voluntário da Abic, o mesmo que fiz em 2008. Como muitas pessoas me perguntam sobre a experiência que tive – que eu já relatei aqui aqui e aqui no blog -, acho interessante buscar outras experiências e opiniões, pois cada vivência é pessoal e intransferível, não é mesmo? Pois aí vai o relato da Ana. Para ela, que em poucos meses estará de volta ao RS, desejo Boa Sorte nesta reta final de intercâmbio e aproveita bastante!

Qual foi a primeira impressão ao chegar à Inglaterra? O primeiro impacto?
Ao descer no aeroporto de Heathrow, a minha impressão foi a pior possível, porque tive que enfrentar uma agente de imigração muitíssimo mal-humorada. Não compreendia o que eu dizia e tampouco eu assimilei o que ela dizia, pois estava nervosa demais. Talvez tenha dito palavras grosseiras, não sei ao certo. Mas recebi ajuda de um indiano que inspecionava os guichês de imigração. A essa altura já estava caída em lágrimas, mas ele pediu que não chorasse e me levou até o setor onde deviam carimbar meu atestado de saúde. Então, depois ele me mostrou a saída e onde devia pegar minha mala. Fiquei perdida uns 45 minutos até encontrar a saída e nesse, meio tempo, me deparei novamente com a simpática inglesa da imigração. Depois fui até o salão de chegada de voos, onde pessoas aguardam outras pessoas com plaquinhas nas mãos (fulano de tal). Havia um homem com uma folha impressa escrita ICYE. Depois disso, ele tentou conversar comigo, mas eu não entendi sequer uma palavra do que aquele inglês falou, porque, ainda por cima ele, era gago. Bom, minha primeira impressão não foi das melhores. Mas assim que pegamos um ônibus para ir até o local do primeiro acampamento do ICYE, e vi através da clarabóia o Big Ben mostrando a hora exata, agradeci a Deus por estar naquele instante realizando um dos meus sonhos.

O que você achou da cultura local e das pessoas? O que mais estranhou ou achou diferente?
O que mais estranhei foi a indiferenca com que alguns nos trataram. Antes vale explicar que estou aqui na Inglaterra por um programa de voluntariado remunerado, trabalhando com pessoas com paralisia cerebral, num centro onde aqui eles vivem. Algumas vezes são visitados por familiares e amigos, mas a maior parte fica dentro das instalações do projeto, às vezes saindo para alguma atividade fora, como karaokê, visita ao zoológico, restaurantes, enfim. E ainda vale lembrar que é um pequeno distrito, bairro, localizado à uma hora e vinte de Londres. O homem que nos buscou na estação, um dos trabalhadores do centro, não trocou uma palavra conosco, nem sequer um bom dia. Ainda hoje, quando temos que trabalhar no mesmo grupo que ele, nao nos dá a mínima atenção. Somos quatro brasileiros, uma mexicana, dois hondurenhos e quatro alemães, todos trabalhando como voluntários e exercendo atividades com os residentes nesse mesmo centro. Sei que se me prolongar nas respostas, as pessoas que estao lendo desistirão de ler as outras perguntas, portanto, em síntese, o povo é frio, talvez alguns deles acreditem que a ilha da Grã-Bretanha é o centro do mundo, pois parecem não se interessar por acontecimentos exteriores. Ressalto que esse é um típico clima de interior, onde nao existe uma concepção maior sobre o mundo, creio eu. Por isso nos primeiros meses foi díficil me acostumar ao desconforto que sentia. Acredito que essa desatenção e frieza tenham sido o que mais me chocou. Outro ponto importante é a comida, que é horrível. Nao tem o menor prazer em prepará-la, pois encontram tudo pronto nos mercados e largam direto no microondas por alguns segundos miseráveis. Dificilmente você vai comer algo palatável na Inglaterra.

Fale um pouco do trabalho do seu projeto e as suas atividades que realiza.
Acho que me adiantei nas respostas, but, anyway. Mas posso exemplificar as atividades com os residentes, que consiste em ouvir música com os mesmos, ajudar nas aulas de história, artes, entre outras, fazer chá e café nos intervalos, alimentar aqueles que não conseguem fazer isso sozinhos e, de vez em quando, lavar alguma louça nos grupos, após o almoco ou o chá das cinco. Depois de algum tempo, você estreita laços com alguns dos residentes e eles se tornam pessoas muito especiais e importantes para a sua estadia por aqui. No primeiro instante, foi chocante ao ver todos dependentes a cadeiras de rodas e com extrema dificildade para movimentar braços e pernas. Extrema dificuldade na fala também, sendo que você descobre muitas outras formas de comunicação depois que se trabalha com esse tipo de situação.

O que está achando  da experiência do trabalho voluntário no exterior?
O projeto em que estou inserida é flexível, temos duas folgas semanais e duas outras a cada mês trabalhado. E ainda outra folga se trabalharmos em feriados nacionais. Portanto, podemos manejar nosso tempo e programar viagens de uma semana quase todos os meses. O trabalho é bacana e eu recomendaria para quem está pensando em aperfeicoar o inglês, viajar pela Europa, abrir a cabeça, amadurecer.

Para quais lugares vc já viajou? Qual foi o lugar preferido e pq?
Vou a Londres uma ou duas vezes por mês, em média. Em outubro estive em Paris, que é deslumbrante! Uma cidade encantadora, com história viva a cada esquina. Estive também em Madrid e em Porto em novembro. Madrid me lembrou muito os grandes centros urbanos latinos, um pouco mais organizada e com um sistema de transporte eficiente, mas nada muito fascinante (a não ser o museu do Prado e o parque do Bom Retiro). E Porto, em Portugal, é uma cidadezinha pequena, antiga, mas com uma bela vista a beira do Rio Douro, e umas ruas estreitas cheia de casinhas multicoloridas. Vale ressaltar que andar de bondinho elétrico foi uma experiência maravilhosa, e também que o pôr-do-sol às margens do oceano Atlântico em Porto é um espetáculo divino (especialmente se você tem oportunidade de assisti-lo no seu aniversário, assim como eu tive). Entretanto, Paris foi meu lugar predileto, até o momento.

Faça um balanço desse intercâmbio até agora. Está correspodendo às suas expectativas?
Sim, está, e não me arrependo da escolha que fiz. Estou amadurecendo, me conhecendo melhor (talvez isso seja o mais importante de quando se cria asas), conhecendo lindos lugares, aperfeiçoando meu inglês, fazendo amigos de todas as nacionalidades, e também valorizando ainda mais minha terra e meus valores, pois aqui voce dá mais valor ao ambiente que cresceu.

Alguma dica para quem pretende se aventurar num programa de voluntariado no exterior?
Arriscar-se é a melhor opção, pois somente depois de estar aqui você pode dimensionar o que estou dizendo.

A Ana Paula está desde agosto de 2009 na Inglaterra, no programa de trabalho voluntário da Abic, o mesmo que fiz em 2008. Como muitas pessoas me perguntam sobre a experiêencia que tive – que eu já relatei aqui no blog -, acho interessante buscar outras experiências e opiniões, pois cada vivência é pessoal e intransferível, não é mesmo? Pois aí vai o relato da Ana. Para ela, que em poucos meses estará de volta ao RS, desejo Boa Sorte nesta reta final de intecâmbio e aproveita bastante!


1 – Qual foi a primeira impressão ao chegar à Inglaterra? O primeiro impacto?

Ao descer no aeroporto de Heathrow, a minha impressão foi a pior possível, porque tive que enfrentar uma agente de imigração muitíssimo mal-humorada. Não compreendia o que eu dizia e tampouco eu assimilei o que ela dizia, pois estava nervosa demais. Talvez tenha dito palavras grosseiras, não sei ao certo. Mas recebi ajuda de um indiano que inspecionava os guichês de imigração. A essa altura já estava caída em lágrimas, mas ele pediu que não chorasse e me levou até o setor onde deviam carimbar meu atestado de saúde. Então, depois ele me mostrou a saída e onde devia pegar minha mala. Fiquei perdida uns 45 minutos até encontrar a saída e nesse, meio tempo, me deparei novamente com a simpática inglesa da imigração. Depois fui até o salão de chegada de voos, onde pessoas aguardam outras pessoas com plaquinhas nas mãos (fulano de tal). Havia um homem com uma folha impressa escrita ICYE. Depois disso, ele tentou conversar comigo, mas eu não entendi sequer uma palavra do que aquele inglês falou, porque, ainda por cima ele, era gago. Bom, minha primeira impressão não foi das melhores. Mas assim que pegamos um ônibus para ir até o local do primeiro acampamento do ICYE, e vi através da clarabóia o Big Ben mostrando a hora exata, agradeci a Deus por estar naquele instante realizando um dos meus sonhos.

2 – O que você achou da cultura local e das pessoas? O que mais estranhou ou achou diferente?

O que mais estranhei foi a indiferenca com que alguns nos trataram. Antes vale explicar que estou aqui na Inglaterra por um programa de voluntariado remunerado, trabalhando com pessoas com paralisia cerebral, num centro onde aqui eles vivem. Algumas vezes são visitados por familiares e amigos, mas a maior parte fica dentro das instalações do projeto, às vezes saindo para alguma atividade fora, como karaokê, visita ao zoológico, restaurantes, enfim. E ainda vale lembrar que é um pequeno distrito, bairro, localizado à uma hora e vinte de Londres. O homem que nos buscou na estação, um dos trabalhadores do centro, não trocou uma palavra conosco, nem sequer um bom dia. Ainda hoje, quando temos que trabalhar no mesmo grupo que ele, nao nos dá a mínima atenção. Somos quatro brasileiros, uma mexicana, dois hondurenhos e quatro alemães, todos trabalhando como voluntários e exercendo atividades com os residentes nesse mesmo centro. Sei que se me prolongar nas respostas, as pessoas que estao lendo desistirão de ler as outras perguntas, portanto, em síntese, o povo é frio, talvez alguns deles acreditem que a ilha da Grã-Bretanha é o centro do mundo, pois parecem não se interessar por acontecimentos exteriores. Ressalto que esse é um típico clima de interior, onde nao existe uma concepção maior sobre o mundo, creio eu. Por isso nos primeiros meses foi díficil me acostumar ao desconforto que sentia. Acredito que essa desatenção e frieza tenham sido o que mais me chocou. Outro ponto importante é a comida, que é horrível. Nao tem o menor prazer em prepará-la, pois encontram tudo pronto nos mercados e largam direto no microondas por alguns segundos miseráveis. Dificilmente você vai comer algo palatável na Inglaterra.

Fale um pouco do trabalho do seu projeto e as suas atividades que realiza.

Acho que me adiantei nas respostas, but, anyway. Mas posso exemplificar as atividades com os residentes, que consiste em ouvir música com os mesmos, ajudar nas aulas de história, artes, entre outras, fazer chá e café nos intervalos, alimentar aqueles que não conseguem fazer isso sozinhos e, de vez em quando, lavar alguma louça nos grupos, após o almoco ou o chá das cinco. Depois de algum tempo, você estreita laços com alguns dos residentes e eles se tornam pessoas muito especiais e importantes para a sua estadia por aqui. No primeiro instante, foi chocante ao ver todos dependentes a cadeiras de rodas e com extrema dificildade para movimentar braços e pernas. Extrema dificuldade na fala também, sendo que você descobre muitas outras formas de comunicação depois que se trabalha com esse tipo de situação.


O que está achando  da experiência do trabalho voluntário no exterior?

O projeto em que estou inserida é flexível, temos duas folgas semanais e duas outras a cada mês trabalhado. E ainda outra folga se trabalharmos em feriados nacionais. Portanto, podemos manejar nosso tempo e programar viagens de uma semana quase todos os meses. O trabalho é bacana e eu recomendaria para quem está pensando em aperfeicoar o inglês, viajar pela Europa, abrir a cabeça, amadurecer.


Para quais lugares vc já viajou? Qual foi o lugar preferido e pq?

Vou a Londres uma ou duas vezes por mês, em média. Em outubro estive em Paris, que é deslumbrante! Uma cidade encantadora, com história viva a cada esquina. Estive também em Madrid e em Porto em novembro. Madrid me lembrou muito os grandes centros urbanos latinos, um pouco mais organizada e com um sistema de transporte eficiente, mas nada muito fascinante (a não ser o museu do Prado e o parque do Bom Retiro). E Porto, em Portugal, é uma cidadezinha pequena, antiga, mas com uma bela vista a beira do Rio Douro, e umas ruas estreitas cheia de casinhas multicoloridas. Vale ressaltar que andar de bondinho elétrico foi uma experiência maravilhosa, e também que o pôr-do-sol às margens do oceano Atlântico em Porto é um espetáculo divino (especialmente se você tem oportunidade de assisti-lo no seu aniversário, assim como eu tive). Entretanto, Paris foi meu lugar predileto, até o momento.

Faça um balanço desse intercâmbio até agora. Está correspodendo às suas expectativas?

Sim, está, e não me arrependo da escolha que fiz. Estou amadurecendo, me conhecendo melhor (talvez isso seja o mais importante de quando se cria asas), conhecendo lindos lugares, aperfeiçoando meu inglês, fazendo amigos de todas as nacionalidades, e também valorizando ainda mais minha terra e meus valores, pois aqui voce dá mais valor ao ambiente que cresceu.


Alguma dica para quem pretende se aventurar num programa de voluntariado no exterior?

Arriscar-se, é a melhor opção, pois somente depois de estar aqui você pode dimensionar o que estou dizendo.

FAQ Intercâmbio de Trabalho Voluntário

30 nov

Tenho recebido vários emails pedindo informações sobre minha experiência em programa de voluntariado no exterior. Achei legal, então, fazer uma espécie de FAQ. Mas ressalto: cada experiência é pessoal e intransferível. Portanto, as repostas contidas aqui são sobre a minha própria vivência e minhas percepções individuais.

Festa no Delos Community

Quais recomendações você pode fazer sobre a escolha do país e do projeto?

Bom, aí depende o que você quer… A minha opção era algum lugar na Europa para treinar o inglês, então, sobrou a Inglaterra, pois queria muito mochilar pelo Velho Mundo. Nunca havia trabalhado com pessoas com necessidades especiais e foi uma experiência bem enriquecedora. Dificil em muuuitos momentos, mas se você tiver foco, saber aproveitar o momento, vai ser uma ótima experiência.  Não pense que vai poder fazer algo dentro da sua área de atuação; isso é muuuuito dificil. Na Inglaterra, a maioria dos projetos é pra trabalhar com pessoas com necessidades especiais. Vai ter hora que você vai estar de saco cheio fazer as mesmas coisas todos os dias, mas confesso que pra mim foram grandes férias esse intercâmbio. Estava há três anos com dedicação exclusiva ao mercado de trabalho e quando vi que já tinha R$ suficiente pra fazer essa viagem, pedi minhas contas e fui. Então, por mais que tivesse q trabalhar 38h semanais no projeto, nada comparado ao stress do mercado de trabalho. Além do mais, viajei muito e deu para curtir bastante, além de organizar minha vida longe de tudo e de todos. 🙂

Queria trabalhar em projetos localizados em grandes cidades como Londres ou Cambridge. Tenho esse poder de escolha?

Na verdade, você indica uma lista tríplice de projetos que lhe interessam. Dentre as opções indicadas por você, a Abic/ICYE vê o projeto que tenha vaga disponível e que melhor se adequa ao seu perfil. Há uma ínfima possibilidade de você ser designada para um projeto que não estava na sua lista tríplice, por questões de incompatibilidade para aquela época. Algumas pessoas se decepcionam com as cidades onde os projetos da estão localizados. Há dois anos quando fiz meu intercâmbio, só existia um projeto em Londres pela Abic (afastada da zona central), o que significa que a maioria dos projetos fica em cidades pequenas e interioranas. Como as grandes cidades, como Londres, Cambridge e Liverpool, são sempre as mais procuradas para o intercâmbio e, claro, nunca tem vaga pra todo mundo, o lance é escolher como segunda e terceira opção projetos em cidades próximas a esses grandes centros. O meu projeto ficava numa cidadezinha chamada Wellingborough, a uma hora e meia de trem de Londres.

E como era viver em Wellingborough?

Ah, é uma cidade pequena, sem grandes coisas pra fazer. Então, quando tínhamos folga (eu e os outros voluntários)

Barbecue no parque

sempre procurávamos fazer um passeio, sair pra noite (muito de vez em quando, porque lá era meio devagar nesse quesito), fazer caminhadas ou picnics nos parques, assistir filmes na casa de alguém.  A nossa sorte é que fizemos boas amizades lá, inclusive com uma gaúcha, a Dani, ex-voluntária da Abic que gostou tanto da Inglaterra que decidiu morar de vez lá quando conseguiu a cidadaina italiana. E como ela tinha carro, sempre que dava levava a gente pra fazer passeios pelas cidades vizinhas. Também tinha do Dawid, um polonês super gente boa que também adorava nos convidar para sair. Mas o que tentávamos fazer mesmo era juntar o máximo de folgas possíveis para  viajar sem ter que gastar nossos dias de férias. 🙂 Welingborough tinha uma vantagem: ficava bem na região central da Inglaterra, então, um lugar estratégico para viajar de trem pois fica no meio do caminho de tudo.

E como foi sua experiência em morar no próprio projeto?

Confesso que no início essa era uma das minhas principais preocupações. Sabia que alguns projetos ofereciam dependência à parte para os voluntários, enquanto outros só acomodações na mesma residência dos internos. Torcia para ser escolhida em um projeto com dependência à parte, mas fui parar no Delos Community, no qual a única opção era dividir casa com os internos do projeto. No geral, foi bem tranquila essa experiência, pois temos o suporte necessário do projeto no caso de qualquer imprevisto. E a casa em que você mora é local de descanso, não tem que cuidar dos internos da casa. O projeto diferencia muito bem essa questão: casa para morar e casa para trabalhar. E, embora não tenhamos muita flexibilidade em escolher onde morar, sempre temos avaliação com a pessoa contato dos voluntários dentro do projeto, que serve de porta voz das nossas reinvindiações. Então, se tiver algo incomodando, você pode recorrer a essa pessoa.

O pocket money deu pro gasto???

Como a acomodação é garantida pelo projeto, assim como as refeições durante o trabalho, você quase não tem gastos com despesas domésticas. Sobra dindin para viajar e foi com esse dinheiro que eu viajei por tantos países. A Delos tinha um pocket money bem generoso. Sim, cada projeto varia. A Abic/Icye nos dão um pocket money básico para todos, mas o projetos podem complementá-los se quiserem e o Delos praticamente dobrava nosso pocket. 🙂 Mas nem pensem em escolher um projeto por causa do pocket, hein? Isso é um tiro no pé, além de pegar muito mal! O importante é saber que, seja qual for o projeto, você terá condições suficientes para viver tranquilamente.

Voluntários em Nottingham

Quando comenta da falta de tempo para estudar, podemos comparar o tempo livre de um voluntário com o tempo livre de uma AuPair?

Não faço ideia de como funciona a carga horária de trabalho de uma AuPair, mas no meu caso, tinha que trabalhar 38 horas por semana. Praticamente uma rotina normal de trabalho: 5 dias de labuta e 2 de folgas e nem sempre os dias livres podem ser usufruídos consecutivamente. O bom é que o meu projeto permitia trabalhar direto para que acumulássemos folgas e pudéssemos viajar sem gastar os dias das férias. É tudo uma questão de negociação no projeto e de um pouco de organização. Outro ponto positivo no meu projeto é que tínhamos o direito de usar um dia de aula por semana como dia trabalhado. Ou seja, não precisávamos fazer aulas no nosso dia de folga, pois as horas de aula contavam como horas de trabalho. Mas, repito: a regalia era válida uma vez por semana apenas e o custo das aulas eram por nossa conta.

Mais informações:

ABIC – Perguntas frequentes

Matéria sobre Intercâmbio de Trabalho Voluntário na revista Época (25/10/2009)

Canallondres.tv – Seu caminho pelo mundo

13 nov

Após um longo e tenebroso inverno, este blog retoma o seu Luggage ao Sol. Hahahha Eu sei, muito tosco!! Mas essa é ideia, lembram-se? 🙂

E o blog recomeça com o pé direito, repassando uma ideia genial de um grupo de brasileiros em Londres: o cannallondres.tv.

Canallondres Trata-se de uma TV online, que traz vários mini-documentários contando histórias curiosas e emocionantes de brasileiros no Reino Unido. Como o próprio site diz: “O Canal Londres tem recolhido histórias destes brasileiros que, muito em breve, formarão um verdadeiro centro de pesquisas para quem quiser saber como é a vida de quem deixa para trás a  família, os amigos e a sua cidade, para buscar uma nova vida, num outro país.  Como os brasileiros estão se integrando à cultura britânica, o que fazem, como se divertem e como matam a saudade do Brasil é o que você fica sabendo no Canal Londres.”

Além de conhecer um pouco da vida dessas pessoas, o internauta também pode acessar vídeos sobre vários destinos turísticos na Europa e lugares imperdíveis na capital inglesa. Também tem muitas dicas importantes para quem está longe de casa: desde assuntos sobre imigração até programações culturais, passando por planos de viagem e classificados.

Com certeza, a dica é valiosa para todos aqueles que pretendem se aventurar na terra da Rainha. 🙂