Em busca de um intercâmbio legal (e econômico) como eu

5 abr

Porto Alegre, 04 de julho de 2007

Prezada Erika:

É com muito prazer que informamos que você foi selecionada para participar do programa de Intercâmbio Cultural da ABIC através da rede do Intercâmbio Cultural Internacional de Jovens (ICYE). O seu país de destino será o Reino Unido pelo período de 6 meses a partir de janeiro de 2008 (data a confirmar). Desde já desejamos sucesso durante esta experiência e aguardamos a sua confirmação de interesse.

Acampamento preparatório

Galera da Abic - Acampamento preparatório

Nossa, que legal reler esta carta de aceitação da Abic (Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural) e do ICYE (International Cultural Youth Exchange)!!! Foi o primeiro “sim” para a realização do meu projeto de intercâmbio, que há muito tempo já tinha se tornado uma idéia fixa na cachola.

Mas, a idéia do tipo de intercâmbio foi se modificando bastante ao longo do tempo. Se na época da adolescência, queria fazer aqueles típicos programas “curso + casa de família” nos EUA, aos 20 e tantos anos meu destino era a Europa. E, inglês + Europa = Inglaterra. Mas eu não tinha mais saco e muito menos dinheiro para fazer esses tradicionais cursos oferecidos pelas escolas de idiomas. Queria algo diferente, mas o quê?

Intercâmbio Cultural

Não lembro exatamente quando foi que descobri a existência desses programas de “Intercâmbio Cultural”. Apesar de parecer meio redundante, as pessoas usam esse termo para aquele tipo de intercâmbio que oferece possibilidades de imersão mais profunda na cultura de um outro país, por meio da realização de diferentes atividades, como o trabalho voluntário, por exemplo.

Mas me lembro muito bem que foi lendo uma reportagem na revista “Viagem e Turismo” que eu descobri a Abic e sua proposta de Programa de Trabalho Voluntário no exterior. (Obrigada, Drika Ferreira por lembrar-se de mim e me mostrar a reportagem! 😀). Era exatamente o tipo de programa que eu queria e com o preço que eu podia pagar. Epa, peraí! Mas tem que pagar pra ser voluntária? Sim, vocês devem estar se perguntando isso e foi a primeira coisa que a minha mãe perguntou.

“Como assim pagar pra trabalhar?!”

Geralmente, nos programas de trabalho voluntário, a escolha do país interfere diretamente no tipo de trabalho que você vai realizar como voluntário, pois cada lugar tem suas necessidades específicas. Por exemplo, no Reino Unido, a maioria dos projetos é para trabalhar com portadores de necessidades especiais; no Brasil, com pessoas carentes e assim por diante.

Entre as vantagens do trabalho voluntário estão o contato direto com as pessoas e os costumes locais; a possibilidade de fazer atividades bem diversificadas ao invés de ficar o dia todo numa sala de aula; e o fato desse tipo de programa oferecer “casa, comida e roupa lavada” aos voluntários. Mas é bom ter em mente que ser voluntário não significa que você vai trabalhar quando e como quiser. Você vai seguir exatamente todas as regras que seu projeto exigir e ter que cumprir uma carga horária semanal de trabalho, o que deixa poucas possibilidades para estudar, fazer um curso regular, etc. Por isso, veja bem quais são as suas prioridades ao escolher o seu intercâmbio.

É importante lembrar também que não é pelo fato de você trabalhar como voluntário que esse tipo de programa não tem custo. Afinal, precisamos de seguro-saúde, suporte da entidade aqui e no exterior, etc. Mas, o valor costuma ser metade dos programas tradicionais. E, no caso da Abic/ICYE, os voluntários ainda recebem parte do dinheiro investido em forma de “mesada” durante a estadia no exterior. O que é uma graaaande ajuda, pois, se os voluntários praticamente não têm gastos com manutenção (comida, moradia, transporte, etc), significa que o dinheiro da mesada é canalizado praticamente para uma só direção: VIAGENS, VIAGENS E MAIS VIAGENS!!!!!

Busque referências e programas com a sua “cara”

Bem, mas, detalhes sobre a minha experiência com trabalho voluntário ficam para um próximo post. O que eu queria ressaltar aqui é a necessidade de saber exatamente que tipo de programa você procura, quais têm mais a ver com o seu perfil, seus objetivos e suas possibilidades. Fique bem atento a todos os termos, condições, e ao que o programa inclui e deixa de incluir, pois, querer mudar as coisas já estando em outro país é sempre mais difícil.

Outra coisa muito importante: pesquisar e buscar referências de entidades competentes pra não cair no conto do vigário. Imagine chegar num país estranho, sozinho, com o programa pago e descobrir que foi enganado. Ninguém merece!!! Portanto, pesquise e busque sempre referências de pessoas que já passaram pelo programa.

Depois, é só aproveitar! 🙂

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9 Respostas to “Em busca de um intercâmbio legal (e econômico) como eu”

  1. Jackie 12/04/2009 às 17:14 #

    Ihu-hu! Primeira a comentar!

    Na verdade, não tenho nada pra comentar não, só quis ser a primeira! Huahauhauahauhauahauhauahauahuahauahau

    Bjo pra tu, Oikawa! Muita sorte e sucesso aí na tua vida em POA – ah, e estudo tb né! 🙂

  2. Drika Ferreira 13/04/2009 às 20:49 #

    Eu me emociono com as coisas, mesmo sendo uma típica virginiada de coração duro. Adorei ser citada no texto!
    Fiz um post estimulada pelo teu blog. Passa lá e dá uma lida.
    Enquanto minha “hora de Europa” não chega, fico aqui lendo teus posts e acumulando informação.
    Beijao!

  3. alex cipriano 03/08/2009 às 16:34 #

    Olá sou eu novamente,o que eu não entendi é com quantos anos e quanto deve se pagar para realizar essa viajem, com estudo e trabalho, se você puder me passar o site da agencia faciria muito grato

    Obrigado. Alex

    • erikaoikawa 03/08/2009 às 18:50 #

      OI, Alex.

      No próprio post tem um link direto pro site da Abic (as palavras em azul são links), basta clicar em cima. Mas de qq forma, o site é http://www.abic.org.br.

      qq dúvida estamos ai.

      boa sorte!

      Erika

  4. Maria Angelica 25/09/2010 às 23:42 #

    Olá, tudo bom!
    Estou a procura (loucamente) por um programa de intercâmbio e voluntariado e acabei achando o seu blog.
    Então você acha confiável a ABIC!?
    Deve que desembolsar uma boaaa granaaa!? Ou até que foi razoável!?

    beeeijo

    • erikaoikawa 26/09/2010 às 23:07 #

      Oi, Maria Angelica.
      Que bom que tu gostaste do blog. Sim, pode confiar na Abic/Icye. 🙂 Quanto aos custos, eu diria que foi bem razoável, ainda mais levando em consideração que tu vais ter hospedagem e ajuda de custo (pocket money) durante seu programa de voluntariado.
      Mas, entre em contato com a Abic, eles fazem orçamento sem compromisso! Ah, e no blog tem vários posts e outros depoimentos além do meu sobre essa experiência de voluntariado no exterior.
      Boa sorte! 🙂

  5. Jetz. 05/03/2012 às 02:32 #

    Oiii… valeu pelas dicas… tenho vontade de fazer um intercâmbio de trabalho voluntário em algum país da América Latina, mas só posso com a duração máxima de 1 mês, isto é, nas minha férias…
    qual agência você recomenda para esse tipo de intercâmbio?

    Muito obrigada, aguardo sua resposta ;*

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  1. Entrevista – Ana Paula Baldini Reis « - 21/04/2010

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