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Young Hearts Run Free

10 set

“Free” é uma das palavras do vocabulário inglês que possui significados um tanto abrangentes. Pode significar desde “liberdade” a “grátis”, duas coisas que têm tudo a ver com este post.

Na Europa, jovens até 25 anos podem desfrutar de descontos e vantagens em vários estabelecimentos comerciais e culturais, tais como museus, shows, cinemas, lanchonetes, etc.

Quando fiz meu intercâmbio, tirei o Jovem Card (também conhecido como European Youth Card), da ong EURO<26. Não são todos os lugares que aceitam o cartão, mas, vamos combinar que qualquer coisa que possa significar descontinhos em uma viagem é bem-vinda, não é mesmo?

Em certos lugares, nem cartão precisa. Basta mostrar algum documento que prove que você tem até 25 anos.

Também tirei o Hostelling International. Confesso que foi pouquíssimo usado, pois sempre acabávamos optando por albergues que não estavam na rede HI. Mas, como eu disse, qualquer desconto ajuda, então, não custar tirar.

No Reino Unido, é impossível não ter…

… o 16-25 Railcard!

Este eu recomendo de verdade; é obrigatório ter um!!! Graças a ele pude viajar bem mais pela malha ferroviária britânica pagando bem menos.

É um cartão que dá aos jovens de até 25 anos 1/3 de desconto nas passagens de trem, que são beeem salgadas (e não nos esqueçamos que estamos falando de libras)! Garanto que o cartão vai ser um diferencial importante.

E pra quem vai morar na Grande Londres ou pretende ir com frequência à cidade, é muito bom ter um Oyster Card, um cartão para ser usado no metrô. São várias as categorias do Oyster: visitantes, estudante, adulto, etc. É uma mão na roda também!

Agora, é só aproveitar a viagem sem deixar de saving your money. 🙂

P.S: Este post é dedicado à Aline, uma leitora do blog. Queria ter esrito antes dela  viajar para o intercâmbio na Inglaterra, mas, infelizmente, não deu. Aline, espero que ainda dê tempo de aproveitar essas dicas aqui. Boa sorte na sua busca por um luggage ao sol! 😀

Cuidado para não perder o avião!

10 jul

Nem preciso dizer que perder um vôo em qualquer parte do mundo é prejuízo na certa! No meu primeiro mochilão, minhas amigas e eu perdemos o vôo Amsterdã-Barcelona (que, por sinal tinha sido o mais caro. Lei De Murphy!). Motivo? Além de sairmos em cima da hora do hostel, o aeroporto ficava distante do cento da cidade. E como tínhamos chegado de trem em Amsterdã, não tínhamos muita noção dessa distância. Sim, sei que bobeamos geral e, por isso, eis algumas dicas que podem ajudar a evitar esse baita prejuízo:

Aeroportos em cidades vizinhas – fique bem atento ao nome do aeroporto de onde seu vôo sai ou chega. Empresas low cost, principalmente, para manter os preços baratos, costumam operar em aeroportos vizinhos das grandes cidades. A Ryanair, por exemplo, tem o péssimo hábito de colocar na lista dos aeroportos “Barcelona (Girona)” e Girona não é o nome do aeroporto, mas de uma cidade distante cerca de 100 km de Barcelona! E eles não têm o mínimo interesse em avisar isso no ato da compra. Outros exemplos são os aeroportos de Luton e Stanstead, que ficam cerca de 45 Km e 50 km, respectivamente, do centro de Londres.

Terminais de aeroportos – Alguns aeroportos são tão grandes que contam com metrô em suas instalações. E para se deslocar de um terminal para outro é preciso andar muito, passar por esteiras e até pegar algum tipo de transporte. Por isso, é importante chegar também com bastante antecedência aos aeroportos, pois até você se localizar e chegar no terminal ou no portão certo, pode levar um bom tempo.

Líquidos - fique atento às regras dos aeroportos internacionais

Líquidos - fique atento às regras dos aeroportos internacionais

Bagagem de mão – Deixe a sua bagagem de mão pronta para passar pela segurança e pelos detectores. Lembre-se que, em vários aeroportos, é comum pedirem para os passageiros retirarem o sapato, o cinto e o casaco. Esteja preparado para correr com o cinto na mão ou com o cadarço desamarrado, caso esteja em cima da hora do seu vôo.

Além disso, cuidado com a quantidade de líquido que você pretende levar no avião. Na bagagem de mão, é permitido que o passageiro leve até dez recipientes contendo, no máximo, 100 ml cada. Não adianta tentar passar com dois vidros de 500 ml ou quatro de 250 ml que você será obrigado a se desfazer dos recipientes. Outro detalhe: todos os recipientes têm que, necessariamente caber num saquinho de plástico com fechamento zip, igual aquele no qual a gente costumava levar o lanche da escola. E todos os recipientes têm que estar bem acomodados para não haver problemas no fechamento do saquinho. Se não fechar, já era!

The Hostel (sim com “S” no meio!)

31 maio

Não, não se trata de um erro de digitação. Mochileiro com “M” maiúsculo, guerreiro, aventureiro (resumindo: desgranado) fica em hostel (albergue) e não em hotel. Mas não se engane! Albergue na Europa não é abrigo de homeless, tá? Tem alguns que são até melhores que alguns hotéis, mas, o nível de conforto é diretamente proporcional ao preço. Ou seja, maior comodidade significa maior preço também.

São várias as condicionantes que influenciam na hora de escolher um quarto. Se está de turma grande ou com pouca grana, vale a pena investir nos quartos coletivos, que costumam ter camas para 8, 12, 16 e até 32 pessoas. Quanto mais gente dividindo o quarto, mais barato. A desvantagem é que sempre tem aquele inconveniente que ronca alto, ou a turma que chega no meio da madrugada fazendo barulho ou acendendo a luz.

Se o grupo for pequeno, sempre vale dar uma olhadinha nos “private room”. Ficar num quarto só com pessoas amigas e com banheiro próprio (nem sempre o private room vem com banheiro. Observem isso na hora da reserva) não tem preço, não é mesmo? Ou melhor, tem sim e geralmente não é baratinho. Rsrsr!

Tudo depende da proposta da viagem e do que cada pessoa está disposta a enfrentar e a pagar. 🙂

Fique sempre atento às avaliações do ex-hóspedes

Fique sempre atento às avaliações do ex-hóspedes

O meu site preferido para procurar hostel é o HostelWorld, seguido do Hostelbookers. Os dois tem uma interface bem prática e o mais importante: disponibilizam o “customer rating” logo de cara, ou seja, a avaliação dos clientes. Então, vamos ao nosso primeiro mandamento: não escolha hostel com menos de 65% de aprovação.

Mas, detalhe: além de ver a porcentagem, veja também o número de pessoas que avaliou. Tipo: se tiver 100% de aprovação e só um avaliador, não vale!

Não importa se o preço for bom, se as fotos parecem ser bonitinhas, se a maior parte dos clientes avaliou mal o local, passe direto, ignore, nem perca tempo pensando se vale à pena arriscar.

Depois, vamos às especificações de cada avaliação. Os albergues são avaliados segundo vários critérios: higiene, localização, segurança, tranquilidade, serviço, etc.

Os mais importantes, na minha opinião, são:

– Higiene (cleanliness): Ninguém merece ficar num local com o banheiro sujo, quarto com insetos, cozinha gosmenta.

– Localização (location): apesar de mais caros, albergues bem localizados significam mais economia no transporte, já que podemos visitar os principais pontos da cidade a pé. Hospedar-se, por exemplo, na zona 1 de Londres, ou no bairro Las Ramblas, em Barcelona, é possibilidade de conhecer a cidade andando e curtir o melhor da noite perto do próprio albergue.

– Segurança (security): Junto à localização é importante avaliar a segurança. Se o povo disser que é perigoso à noite, ou que qualquer estranho entra no hostel sem se identificar: esquece!

Outros detalhes que merecem observação:

Horários: alguns albergues, principalmente os cristãos, tem dead line pra abrir e fechar. Ou seja, se escolher esse tipo de albergue, saiba que se você não voltar ate o horário limite vai ter que passar a noite na rua. Por via das dúvidas sempre localize um McDonalds 24h por perto, just in case…

Café-da-manhã: às vezes, vale pagar um pouquinho a mais pra ter café-da-manhã disponível.

Documentação: a maioria dos hostels pede pra ficar com algum documento dos hóspedes. Entregue sua carteira de identidade, de motorista, mas evite deixar o seu passaporte.

Taxas: os albergues sempre cobram um adiantamento de 10% no ato da reserva e, caso você pague com cartão de crédito, tem mais uma taxinha. Fique atento a isso! Na hora de pesquisar o preço e pagar a taxa, veja em que moeda você está pagando (libra, euro, dólar…)

Comprovante: é sempre bom imprimir os comprovantes de reserva, principalmente em alta temporada, quando alguns hostels costumam praticar overbook. Alguns tem essa prática e não estão nem aí se você, mesmo com a reserva feita e os 10% pagos , fique sem quarto. Leia sempre os termos e as condições.

IMPORTANTE – Além de ver a porcentagem de avaliação de cada quesito, sempre leia os comentários dos ex-hóspedes. Alguns dias depois do seu check-out os sites costumam enviar por email um formulário de avaliação sobre os albergues.

Não deixe de preencher, de elogiar caso o hostel seja bom, ou de dizer eu é uma merda se for ruim. É graças a essa troca de experiências e da colaboração de cada um que essas redes de hostels são tão boas e que a gente pode ter certa idéia de onde vai amarrar o burro, ou melhor, a mochila, a cada nova viagem.

E a brincadeira saiu por quanto?

23 maio

No post passado, falei sobre a minha primeira experiência de mochilão pela Europa e muitas pessoas perguntaram quanto custou a brincadeira. A boa notícia é que ninguém precisa vender um dos rins ou o fígado para fazer jornada parecida. 😀 Eu, sinceramente, do fundo do meu coração e do meu bolso furado, não achei essa viagem cara.

Tudo bem que levamos uns 8 kg de sanduíches na bagagem (hahaha Pobre eh f… Mas a Renata trabalhava numa confeitaria em Londres chiquetérrima e separou pra gente um monte de sanduíches e doces deliciosos que iam pro lixo, porque não se guarda produtos para o dia seguinte :-p) e não tivemos que pagar hospedagem em Paris, pois ficamos no flat da Celine (uma amiga que também era voluntária no projeto em que eu trabalhava), mas, mesmo assim, mochilar no Velho Mundo sai bem mais em conta do que a gente pensa.

Eu gastei ao todo nessa viagem £515 (que, em abril de 2008, equivalia a cerca de R$ 1.750). Isso incluindo tudo, tudo mesmo: passagens aéreas, hospedagem, alimentação, tickets de metrô, ônibus, museus, cada postal que comprei e água que eu bebi. Isso porque perdemos o voo Amsterdam – Barcelona (nem me lembre disso! Assunto pra posts futuros!) e tivemos que comprar outra passagem. Se não, o gasto teria sido de £445, ou seja, uns R$ 1.530.

Levando em consideração que só as passagens  Belém-Poa-Belém custam em média R$ 1.200, então, não achei caro mesmo!

O negócio é planejamento. Comprar passagens e reservar hospedagem com antecedência. E alguns outros pequenos macetes que serão discutidos aqui nas próximas postagens. Portanto, aguardem os próximos capítulos! 😀

Sweet Case#1 – O primeiro mochilão a gente nunca esquece

17 maio

Muitas pessoas me perguntam sobre as cidades que visitei mochilando pela Europa. Por isso, resgatei trechos de um dos emails que enviei à Cúpula*, com as impressões que tive de cada cidade que visitei na primeira viagem, feita no esquema intensivo: quatro cidades de diferentes países em duas semanas! É a mesma viagem do roteiro que já mostrei aqui semanas atrás. 🙂

Have a nice journey!

Meninas,

Vou fazer um pequeno registro de cada cidade. As fotos já estão no flickr, como algumas de vocês já sabem 🙂

BERLIM - Portão de Brandemburgo

BERLIM - Portão de Brandemburgo

Berlim – A cidade é um livro de história! Cada canto da cidade é um retorno às aulas sobre a Segunda Guerra. Muro de Berlim, Hitler, memorial do holocausto… Pena que não deu pra visitar um campo de concentração desativado, pois eles ficam bem afastados do centro. Como ficamos só 2 dias lá, tb não deu pra aproveitar muito a vida noturna pois o frio tava de matar. Ficávamos no pub do próprio hostel (rsrsr) ou nos da redondeza. Pra falar a verdade, não conhecemos muito a cidade, só os pontos históricos. Não deu pra “viver” a cidade.

AMSTERDAM

AMSTERDAM

Amsterdam – Cidade surreal!! Lindíssima com seus canais, campos de tulipas e prédios históricos. A cidade exala arte – muitos museus famosos (Van Gogh, Rembrandt, Museu da Anne Frank…) e muita doidicies de todos os tipos. Além dos museus, parques e lindos canais, a cidade é só sex shops, casa de peep show, coffee shops (onde as drogas legalizadas são vendidas). É engraçado ver no cardápio: café, cerveja, maconha… Maconha?! rsrsrsr. Souvenir só tem um: pênis. Mas tb de todos os formatos e tamanhos e em produtos variados (canecas, quadros, esculturas, pelúcias, postais…).

E o que é a famosa avenida da “Luz Vermelha”… Pensa numa rua inteira onde as prostitutas ficam em vitrines, como se fossem manequim de loja, mas, é claro, seminuas. Funciona assim: elas ficam em um quartinho todo de vidro onde a gente pode ver todo o quarto, cama e etc. Luz, só vermelha. Aí elas ficam lá dentro, chamados os clientes. Quando um entra, as cortinas são fechadas e não se pode ver mais nada.

Mas é proibido tirar fotos lá. E eu descobri o motivo: só tem baranga!!! Gente, é serio!!!! 70% são verdadeiros “dragões” e os outros 30% NÃO são mulheres bonitas. A gente passeava por lá só pra dar risada. Mas não tinha como não rir… Umas com os peitos na cintura sabe, umas que pareciam (ou eram) travecos mal montados.. coisas desse tipo. Mas gostei muito da cidade. Diversão garantida! ;D

BARCELONA

BARCELONA

Barcelona – Eis “A” cidade da Europa – até agora rsrsrs Barcelona é linda e encantadora. O tipo de cidade que faz você querer voltar. Ao mesmo tempo em que é uma cidade grande, parece saber manter a qualidade de vida de seus moradores. Não sei se por causa do mar, das montanhas, da paisagem, mas, mesmo nos dias de semana vemos muita gente aproveitando o sol na praia, nas praças lindíssimas, caminhando nos parques e coisas do tipo. A cidade tem um “clima” de festa, alegria, alto astral. Janaína disse que ainda vai morar la. rsrsrsr Mas é serio! Ainda não vi uma pessoa que visitou Barcelona e disse não querer voltar.

Gaudi, o arquiteto adorado de Barcelona, fez um ótimo trabalho. Em cada canto da cidade tem uma marca dele e é bater o olho pra saber que é trabalho dele. Uma das grandes atrações da cidade é “La Sagrada Familia”- a Catedral projetada por ele e que ainda está em construção. Detalhe: está em construção desde 1882 (por aí..). Bonita, bonita eu, particularmente, não achei não, mas é impossível não se impressionar. Ela é enooorme, grandiosa e, com certeza, única.

Andar pela colina de Montjuic é uma viagem à parte. O local é lindo, cheio de parques, museus, jardins e o Estádio Olímpico. Ao chegar ao topo, depois de muuuito andar, temos a vista privilegiada da cidade e do mar Mediterrâneo. Enfim, a minha cidade preferida até agora! 🙂

PARIS

PARIS

Paris – Lindíssima também. Glamour puro, mas, meio carinha – como todos sabem… Estar em Paris é como estar num filme. Cada canto da cidade te faz lembrar um… É impossível não lembrar de Ameliè Poulan ao visitar Sacre Coeur ou de Moulin Rouge ao passar por Moulin Rouge – só passar tb porque o ingresso do espetáculo é quase 100 euros! rsrsrsr

O Museu do Louvre é coisa de louco. Acho que a gente precisa de uma semana pra visitar bem todas as salas do museu. Apesar de ter passado algumas horas apenas, foi impressionante ver aquelas obras que só conhecemos nos livros de história. Mona Lisa (e outras obras do da Vinci), Venus de Milo, Winged Victory, obras de Rafael, Michelangelo, Donatelo. Enfim, todos os Tartarugas Ninjas hahahha.

O rio Sena é um espetáculo à parte. Não sou chegada em igrejas, mas Notre Dame é uma das mais, senão a mais bonita que já vi na vida. Sair do Louvre e andar pela Champs-Elysées em direção ao Arco de Triunfo comendo crepe (que lá, na verdade, é uma panqueca) é uma experiência única. E a Torre Eiffel… Enfim, é a Torre Eiffel! Não preciso dizer muita coisa, né? 🙂

*Cúpula é o grupo de seis grandes amigas da turma de 2000 de Comunicação Social da UFPA: Ana Paula (publicitária, hj faz mestrado no Ceará), Lylian (jornalista, fazendo doutorado em Pernambuco), Jéssica (jornalista no batente em SP, fazendo especialização na PUC-SP), Helaine ou “Sino” para os íntimos (jornalista, mestranda da Metodista-SP) e Jacqueline (publicitária, com milhares de especializações, concluindo agora o curso de jornalismo) e eu, que dispenso maiores apresentações. 🙂